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 Ficha de Kelvin Pryce

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Kelvin Pryce

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Mensagens : 2
Data de inscrição : 31/10/2012
Idade : 27
Localização : Desconhecida

MensagemAssunto: Ficha de Kelvin Pryce   Ter Nov 06, 2012 1:13 pm


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Nome: Kelvin Pryce
Codinome: Biohazard
Idade: 21
Grupo: Independente
Espécie:
[/color] Mutante
Aparência do personagem: Estatura mediana, aproximadamente 1,70 m de altura, corpo magro e definido, caucasiano, tem olhos castanhos escuro, cabelos lisos, longos e pretos. Tem preferência por roupas confortáveis, porém sofisticadas, com um gosto para tons escuros, couros e acessórios de prata. Apesar do estilo sugerir, não possui tatuagens ou piercings.
Psicológico do personagem: De temperamento calmo e equilibrado, Kelvin é um estrategista cuidadoso, medindo cada passo e analisando minuciosamente seus adversários e aliados em cada situação. Em questão de lealdade, ela é sempre questionável, pois Kelvin é um manipulador versado em retórica e demagogia, não um guerreiro, e seu espírito de lealdade só diz respeito aos seus próprio objetivos, muitas vezes relacionados a ganhos exclusivamente pessoais, e raramente revela esses objetivos até que seja tarde demais, seja para seus inimigos... ou aliados. Apesar de seu comportamento distante e manipulador, sua mente não é feita de extremos, algumas vezes ele pode abrir mão de um ganho pessoal para permitir que um aliado, ou mesmo um adversário, saia vitorioso, mas raramente sua generosidade é sincera, e pode guardar um interesse mais importante que a vitória imediata. Atitudes imprevisíveis. Possui problemas psicológicos severos devido ao próprio poder, pois tem memórias extremamente confusas de mutantes mimetizados no passado, no entanto, essa confusão o permite enganar talepatas e outros manipuladores do gênero.
Poderes/Habilidades Sobre-humanas: Mimetismo Empático, Memória Genética, Resistência Psíquica.
Descrição de Poderes:
- Mimetismo Empático: o corpo de Kelvin é capaz, primeiramente, de reconhecer qualquer mutante, e seus poderes, à sua volta dentro de uma certa distância, após o reconhecimento ele pode mimetizar os dons de qualquer um desses mutantes à sua volta, independente da natureza dos poderes, sejam desenvolvidos naturalmente, adquiridos por acidente, natureza mágica, alienígena ou qualquer outra. Pode mimetizar cinco poderes simultaneamente com eficiência total, porém perde completamente esses poderes se os mutantes originais se afastam. Habilidade sob total controle do personagem.
- Memória Genética: complementando o poder de mimetismo, a estrutura genética de Kelvin pode se modelar de forma temporária para garantir que o personagem possa utilizar poderes mimetizados, de forma limitada, como se fossem seus, mesmo que o mutante original se afaste. Pode memorizar cinco poderes, podendo apagá-los para memorizar outros em seguida, porém sua estrutura genética o permite apenas utilizar 50% da eficiência total do poder. Pode usar poderes memorizados em conjunto com poderes mimetizados normalmente. Habilidade sob total controle do personagem. Devido à sua história, começa com o poder de Telepatia já memorizado (de sua quase-irmã Selene, que 'emprestou' o poder a ele).
- Resistência Psíquica: suas memórias são uma completa bagunça, pois são marcadas por lembranças dos vários mutantes mimetizados por Kelvin, sua personalidade é infectada com as desses mutantes e suas emoções, embora fracas e apagadas, exigem uma originalidade e um completo desejo por individualismo, ambos reforçados por uma vontade indomável, capaz de impôr um grande desafio a qualquer um que tente mexer em sua cabeça. Este poder parte de um autoconhecimento, embora sua mente seja caótica, Kelvin sabe delimitar suas próprias particularidades, o que não ocorre com telepatas e outros manipuladores de memória, o personagem pode resistir com facilidade a ataques telepáticos e tentativas de coerção mental, mesmo que não possa ver a pessoa, e mesmo se o telepata tiver sucesso, a mente fragmentada de Kelvin desfaz os efeitos com facilidade, seja fornecendo memórias falsas para um pretenso leitor mental, refletindo um ataque mental de volta ao atacante, 'desprogramando' as ordens de um hipnotizador, ou mesmo fazendo um manipulador empático provar de seu próprio veneno (facilitando o mimetismo do poder de empatia, manipulação emocional ou qualquer outro do gênero). Habilidade reflexa, não está sob controle do personagem.
Equipamentos: Seus bens mais valiosos são, primeiro, sua moto Harley Davidson Night Rod e segundo, sua jaqueta de couro original, da mesma marca.
Fraquezas: Sua mente bagunçada lhe oferece grande resistência psíquica, porém ainda se trata de uma fraqueza em si, e que memórias 'falsas' só são adicionadas a um prazo de tempo muito curto, enquanto que sua mente tem os limites humanos normais, eliminando com o tempo memórias prejudiciais, porém esse tempo é muito maior... Enquanto muitos heróis, ou mesmo vilões, perdem suas mentes em suas próprias tragédias e ganâncias, para qualquer pessoa se trata apenas de um possibilidade, um simples "se", mas a tragédia pessoal de Kelvin é justamente lidar com as tragédias alheias, perder sua mente não é uma possibilidade, é um caminho inevitável... A loucura para Kelvin não é um "se", e sim um "quando", apenas uma questão de tempo. Devido a essa propensão à insanidade, sua mente, embora extremamente forte contra habilidades psíquicas diversas, é mais vulnerável a poderes relacionados ao ilusionismo e efeitos de poderes relacionados às loucuras e doenças mentais (mesmo se for telepatia, será difícil resistir contra esses efeitos, mas SOMENTE esses efeitos).
Afiliações: Reverendo Malcom (pai por consideração), Selene Strauss (irmã de criação, filha de Malcom, telepata, ajudava Kelvin a lidar com sua própria mente, já falecida).
História: Você entra no bar mais escuro da cidade, motos estacionadas na frente, uma leve chuva caindo na noite, alguns postes oferecem uma iluminação fraca, observa o ambiente, alguns motoqueiros bebem cerveja, outros jogam sinuca, algum tentam jogar uma conversa na garçonete que serve no balcão, tudo ao som de Neil Young, mas uma mesa ao fundo, naquele canto mais escuro, algo te chama a atenção, cabelos longos, jaqueta de couro ainda levemente úmida pela chuva, óculos escuros, você se sente impelido a ir lá, inevitavelmente você se aproxima, "posso me sentar?", você pergunta:
- Se não fosse pra você se sentar eu não teria feito você vir até aqui. Responde Kelvin, com um sorriso misterioso apontando para a cadeira na frente dele.
Imediatamente você se senta, tomado por impulso e familiaridade que no cotidiano você não demonstra com estranhos, então Kelvin começa a falar:
- Sabe, o ser humano é uma criatura complicada, deseja ser livre, mas está presa no coletivo pelo comportamento, é manipulado até se tornar um autômato dirigido por seus hábitos e ainda jura que é livre, principalmente os idealistas. No entanto, um fato da natureza humana é que todo ser humano precisa ser ouvido, ele precisa contar sua história ou o que acredita ser sua história, não sei se você consegue enxergar essa dualidade, o ser humano só se mantem em sociedade por causa do sentimento de propriedade e do amor àquilo que o pertence, ou seja, aquilo que pertence ao indivíduo o prende ao coletivo. Obviamente eu não sou diferente, apenas sou esclarecido o suficiente para não me deixa levar pelas ilusões da maioria, então, você foi o escolhido, eu vou contar minha história, e quero que você me ouça com atenção.

Infância Conturbada

- Eu nasci em uma cidade pequena, interiorana, minha família era comum, nada de diferente das diversas famílias que encontramos por aí, uma mãe submissa, um pai trabalhador, porém que ficava agressivo quando bebia, além de um irmão mais novo.
A infância de Kelvin é conturbada, sua mãe não ousava subir a voz contra os abusos de seu marido alcólatra, praticamente nada fazia ao ver seus filhos apanhando, caso contrário seria ela que apanharia. Um homem frustrado, encontrava a alegria temporária da bebida para esquecer dos problemas e não enxergar a sombra do homem honrado que fora há muito tempo, era um policial que fora afastado porque costumava 'dedurar' seus colegas corruptos, incluindo seus superiores, obviamente que isso forçara sua demissão, forçado a se aposentar, se entregou à bebida.
A cena que mais marca a infância de Kelvin é a de seu pai bêbado, após espancar sua mãe até deixá-la inconsciente, quebrando um espelho dizendo para seu próprio reflexo "você não é um homem, é um covarde", então o jovem garoto, com todo seu ódio e pena, desejou que seu pai encontrasse uma solução para seu problema, um desejo que fora atendido no dia seguinte, quando encontraram o pai do jovem morto, a suspeita recaíra sobre ex-colegas de trabalho.

Entre Párias e Valentões

- Meu irmãozinho era a única pessoa que podia dizer que realmente amava, infelizmente ele veio a desenvolver um problema cardíaco que o fez entrar em óbito muito cedo, minha mãe? Ora, nunca se recuperou, perdeu seu amado carrasco e seu querido filho, não é de se espantar que perdesse sua mente em meio aos devaneios.
"Embora eu acho que herdei essa propensão à loucura dela..."
Kelvin nunca superou a morte de seu irmão e de sua mãe, sempre foi um pária no colegial, embora demonstrasse um intelecto brilhante, desenvolveu um quadro de depressão muito forte, era alvo frequente dos valentões e era visto como esquisito e estranho entre seus colegas. Seus poderes começavam a se manisfestar, tendo se manifestado definitivamente próximo a uma telepata chamada Selene, uma garota mais velha que estava para se formar, porém tinha a fama de ser a 'filha do padre'. Foi uma das primeiras garotas que demonstrara compaixão por Kelvin.

O Convite

- Eu fui morar com o padre, na verdade um reverendo da cidade, junto à sua filha... Não me olhe assim, o reverendo Malcom é um grande homem, cometeu um erro no passado, mas sempre tentou compensar... Sempre me tratou como um filho nos tempo mais difíceis... O que aconteceu foi uma grande tragédia...
Reverendo Malcom abandonara sua namorada grávida meses antes de jurar o celibato, anos depois uma garota batia à sua porta, era Selene dizendo ser sua filha, inquestionavelmente ele passou a deixá-la viver com ele, cuidando dela como se fosse uma filha, como forma de compensar o ressentimento do passado.
Kelvin passou a morar com eles, rapidamente uma melhora foi visível no comportamento do garoto, ele voltava a recuperar a confiança e passava longas horas meditando junto com Selene, que o tratava como um irmão mais novo, ensinando como usar a telepatia de forma eficiente. Logo Kelvin estava familiarizado com o poder Selene, ainda no mesmo mês manifestara sua mutação secundária, memorizando uma parte do poder da garota.
O jovem rapaz gostava de discutir sobre diversos assuntos com o reverendo, desde teologia até assuntos banais de propagandas, sempre com argumentos divergentes, porém o reverendo Malcom era um especialista em retórica e, principalmente, demagogias, sempre vencendo as discussões fazendo Kelvin se enrolar em seu próprio raciocínio, mas dificilmente vencia uma discussão de forma honesta. Selene já observava, através de sondagens mentais, que o jovem rapaz desenvolvia alguns problemas em sua química cerebral, então ela começara a fazer 'consertos' diariamente, amenizando o que poderia se tornar um grande problema futuramente.
O contato com outros mutantes o afetava de várias maneiras, primeiro os poderes, depois as memórias, Selene era o contrapeso dessa relação, eliminando uma parte dessas memórias e ajudando-o a delinear sua própria personalidade, porém a cada dia era mais difícil Selene usar seus poderes em Kelvin.
Três meses depois a jovem foi encontrada morta, pois em assalto, um dos assaltantes era também um telepata, percebendo que Selene queria manipular as mentes deles, disparou três tiros na garota. Foi a primeira batalha significativa de Kelvin, agora muito mais fragilizado por ter que lidar sozinho com seus poderes e as consequências deles.

O Solitário

- Aristóteles disse uma vez: "O homem solitário ou é uma besta ou é um deus", eu sigo meu caminho sozinho, tentando encontrar meu lugar no mundo, tentando definir quem eu sou, embora eu ainda prefiro usar minha vontade para alcançar um estado superior, como disse Nietzsche.
Kelvin ainda se sente perdido no mundo, todas as pessoas são previsíveis demais, todas as estruturas de poder são facilmente corrompidas, não importa o quanto grandes autores se mostraram pessimistas ou otimistas diante da natureza humana, do selvagem de Thomas Hobbes até a alma superior racional de Sócrates, são apenas especulações, diante da dualidade amoral da natureza da humanidade, justiça, moral e ciências se tornam questionáveis, e a verdade não deixa de existir, porém se torna inalcançável na condição de indivíduo.
A música fora trocada no bar, terminara a música Harvest, do Neil Young, e estava no solo de Like a Hurricane, do mesmo músico, a história o mantera compenetrado, no entanto, não parecia que esse empenho em prestar atenção no rapaz fosse natural, então Kelvin prossegue:
- Mas creio que minha história não seja tão interessante, principalmente para alguém que só queria tomar uma cerveja, certo? Então acho melhor você esquecer que conversou comigo, você chegou no bar, tomou uma cerveja, mais especificamente uma Belle Vue Kriek, tentou jogar uma conversa mole na garçonete, mas não funcionou, enfim, foi uma noite como qualquer outra. Kelvin ajeita seus óculos e levanta, você observa ele se afastar em passos longos, porém sem pressa, seus cabelos são esvoaçantes, grudando na jaqueta devido a umidade da chuva, enquanto ele se afasta, você pede uma cerveja, a garçonete é bonita, você joga uma conversa mole nela, mas não deu certo dessa vez, enfim, foi uma noite como qualquer outra, sem nada de diferente.
A música tocando é A Day In The Life, ainda do Neil Young.
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